sábado, 21 de fevereiro de 2009

Descrição de Imagem 2




Fell Fiel

Fala Falange
O tatalar é digital
Digiro gírias
Dia crítico aquele
One and the same
One and only
Abstenho um sinal diacrítico
Por ergofobia
Novo acordo ortográfico
Não acordo e perco o orto
Ressuscito o trema
O trem oxidado
Quando o oxigênio é oxítono
He didn´t lay a finger on her
Fingers que fingem
O pólice policiado
She bite one´s nails
Esmalte dentifrício
Da opilação do tabaco
Opilo sua opinião
Sou o opocéfalo que te óscula.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Crítica Surrealista 2



Entrudo Lúdrico

Carnaval é sinônimo de lixo
Gosto não se discute
Meu desgosto repercurte
Efeméride que eu crucifixo
Essa pândega incomoda meu estro
Meu pâncreas reclama até Julho
Não agüento mais esse barulho
Indigesto para o maestro
Aquele ritmo cansa
Quanta falta de criatividade
Tanta estupidez me espanta
O Carnaval é pífio
Infortúnio sem qualidade
Elogio o silêncio esguio


Batologia

Era uma áspera batologia
Mais mágoas que magnólias na horta,
Mais horta que hortaliças, refiro-me aorta
Sem alfaces
When in all face
I see your face
Logro o átrio
Adro atro de idéias
Mais falecidos que falésias
Refiro-me à falena que abrevio
Breve solilóquio
Quando o Sol é líquido
Heliose que consolido
Liquido um circunlóquio
Que dor e essa que não finda?
Não quaro
Mais dores que quarentena no quarto
Quão quartzo, refiro-me à Quarta-feira de cinzas.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Açoites da Noite



Noite Insípida

Nesta noite insípida
Apeteço por seu corpo etéreo
Apetite aéreo
Apesar do seu descaso que consolida
Aperto no apex
Apétalo por causa do apego
Aperitivo para meu ego
Aperolo sua nudez
O ápice é ápiro no poro
Era apiforme
Sua apícula disforme
Apieda o meteoro
Não machuca o apívoro
É apisto
Para a apirexia que invisto
Aprimoro este descoro
Ainda apióide
Aprisiono seu estímulo
Aproximo seu lóbulo
Aprofundo sem revide
Após o apólogo
Um apóstrofe é aproche
O agridoce é precoce
Sou demagogo
Mesmo áptero
Salto deste aptério
Aptidão sem critério
Quando o crível é sincero.

Algo indefinido

Em oposição à noite absoluta
Abléfaro não durmo
Arregalo os olhos para ver Saturno
Uma reação abrupta
Penumbro na penúria
A penúltima penugem
Faz criar ferrugem
Obra espúria
Corpo neutro
Umbroso através dos poros
Quando choro
Falta um nêutron
Faço germinar um trevo nas trevas
Todas as luzes convergiam para lá
Cintila o cinza na ante-sala
Subcinerício que se eleva
Parece ter alguém no sótão
Ou solto no souto
Talvez outro
Quando há solidão na canalização
Envolto na constelação
Do cassino
Não dá para ver Cassiopéia que defino
Com precisão.

Crítica Surrealista 1




Mudanças Fúteis

A moda molda o mocureiro
Mostra sua indiferença por mim
Sobe a mostarda ao nariz
Mostra-se esnobe o bueiro
Difícil moldar-se às circunstâncias
Mudaram quase tudo
Até o conteúdo
Dilata sua arrogância
Saudades do mofo
Do mosaico modesto
Contesto o indigesto
Insto com rogos
Até o alvanel foi alvacento
Exijo alveitar esse alvará
Antes profiro imprecações contra a apara
Alvaraz no seu assento
Lavara a larvra que altera a palavra?
Procure um alveitar parvo
Para curar o asco
Das poesias da sua lavra
Seu escritório
Deveria ser ao lado do banheiro
Suas personalidades combinam no cheiro
No sentido irrisório.

Para D.C.

DECORAÇÃO NUNCA SERÁ ARTE!

ARQUITETURA É ISSO!


Arquitetura

No mínimo é dendrófobo
Arquitetura no arquipélago
Armíssono agro
Testamento do globo
Falta ar no quintal
Arraigou-se um novo arrabalde
Arranha-céu interrompe o vale
Cessa o arranque ocasional
Da arraia na arraia confusa
A fusa da fusão de dois metais
Abstrai sais
Sacra eclusa
A arraia ignora o arraial
Écbase para a écfora
Quando o ébano na adutora
Eclodi superficial
Seu edema eu trato
Ecbólico ecoante
Como o ecoxupé distante
Do platô
Do Éden ebúrneo
De sua edícula
Sem medula
Seu ecúleo
O edredom não esconde sua edéia
A idéia da ecdise
Não funciona na marquise
Sua efélide na estréia
Edição de bolso
Oculta desoras
Aspas tortas
A éctase que ouço
O hectare édulo
Confundo uma ectlipse
Com um eclipse
Reembolso o crepúsculo.

Arrastão Poético na Paulista hoje!!!!



Frenesi

Presa da pressa
Por pressão das circunstâncias
Indispensável constância
Tropeça à beça
Pressa irrefletida
Lobrigo o lôbrego
Sem sossego
Despedida fétida
Ofego
Não distingue
O íngreme
Do rego
São termos distintos
A ceráunia
O ceráunio
Não devem ser confundidos
Célere cérebro
Crebro cessa
Ainda contesta
O revérbero
Mãos ligeiras
Apalpava alguma coisa a esmo
Em si mesmo
Várias maneiras.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sobras de Sombras



"A modéstia é para o mérito o que as sombras são para um quadro. Dão-lhe forma e relevo"
Autor: Jean de La Bruyère

"Nós que vivemos aqui não somos mais do que fantasmas ou ligeiras sombras"
Autor: Sófocles

"A escrita tem as suas próprias leis de perspectiva, de luz e de sombras, como a pintura e a música. Se nasces com elas, perfeito. Se não, aprende-as. Em seguida, reorganiza as regras à tua maneira"
Autor:Truman Capote

"

Espectro no Espelho

Noites com Sol
Cegueira imitou a luz
Estorvo com arrebol
Que incomoda o sono sonoro que compus
Sinfonia sem sintonia para o Pôr-do-Sol
Acordo com um acordeom que me conduz
Sequaz entre o seu timbre tímido sem bemol
Sustenido de um sussurro de seu pus
Dias com Lua
Seminua me seduz
Calidez calada que recua
Medo do orvalho sem capuz
Sem agasalho quase crua
Comestível como um queijo
Quedo quase vulnerável
Quase quebrou meu queixo
Sensação desagradável
Visão cansada mas sagaz
Sonâmbulo crepúsculo
Observador audaz
De binóculo quando coágulo.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Plágio de amigo(a)s1



Sombra

Atrás da casa recordo da árvore,
verdejante chapéu.
No tapete de folhas deitava,
brisa suave, veludo na alma,
sonolento olhar.

Frondoso abrigo
cantos coloridos
refresco amigo
pureza n'alma.

Atrás da casa recordo da árvore.
No chão, deito agora.
Vento forte. Tempo quente.
Fatigante olhar.

Adeus amiga!

Cantos antigos
refresco saudoso
tristeza n'alma.

(Giseli Gobbo, in Risco)

Além

Atrás do casulo
Nada é casual
Uma borboleta
Treina o primeiro adejo
Empresto-lhe minha álula
Para não ires além
Da edícula detrás da mansão
Atrás do ourolo
Divergi da divícia
A dívida
Antes turrígero
E queria te empilchar
Se dúvida
Biguar em meu túmulo
Atrás do tugúrio
Onde desabrocha uma tulipa
Túrgida de túlio
Turrífraga se não for cultivada
Na fraga
O frago
Detrás do circo interditado
Sobras de tromba
À noite ouvia-se barritos
O tugue exonerado
Ainda não es adulta
Pode ires para lá
Se o tufão lhe pegar.