domingo, 27 de junho de 2010

100 postagens ou pastagens?


Nunca pensei que pudesse durar tanto tempo
Evo evocável
Evitável às vezes
Quando a evaporação de sentimentos
É evidente
Evolar-se é preciso
Quero ficar visível
Por isso a peleja
Com a mágoa
O godeme
Golpes da górgone
Sou seixo
Sem eixo
Com orgulho cito o gorgulho
Minto pela gorja
Sem gorjal
Tudo o que gorou
É aproveitável
O grou ofuscou o apo
Quando tudo se aproxima.

sábado, 19 de junho de 2010

Escritos do Silêncio



Acusma

Alucinação auditiva; fenômeno de acústica pelo qual se tem a impressão de ouvir vozes humanas e ruídos.

Vou parar de incomodar-te
Um silêncio ensurdecedor
Nem com um aculálio
Mexo os lábios
Decibel decidido
Crocito e não te cito
Acumulação da acuidade
Boa acústica
Acusação de açular
Cronometro o tempo que você leva
Para a virar a página
Para tirar a média
E o mesmo tempo
Para olvidar-te
Enquanto me decomponho
Como acuera
Fez um açude para minhas lágrimas
Ah!seu decote
Sem cotil
Este cotó literário
Dexou-me cotó
Ah!sua coxa
Minha cova
Era mesmo uma croca
Algo me preocupa
Meu crocidismo
Seu acúleo
A culpa e toda sua
Se fosse algo como o algodão
Falta açúcar
Tudo muito agro
Seu peso na conciência.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A Revolta Continua




Quadriculado

Qualificado seu quadrúpede
Qual o calibre?
Qualquer calhorda que agride
Quão grande que não se mede
Meu ódio mudou-se para outra quadra
Sequiu até seu quarto
Estampou um quadro
Que retrata uma quaresma esfolhada
Qualquer dia desses irritado
Cometo um quase-delito
Na qualidade de delírio
Vejo tudo quadriculado
Quartã revigorado nasua ausência
Quanto quantum absorvo
Quartzo como estorvo
Quarentena para minha essência
Percorri vários quarteirões a pé
Esforço inútil em quantidade
Para ver seu quadril á vontade
Quando aparece seu Quasímodo no sopé
Depois de um quatríduo
Esqueço você quando quadrialado
Adejo da quadrela sangrando
Quadrelo me confunde no recuo.

sábado, 12 de junho de 2010

Rancor Profundo


Execro-te tanto assim
A ponto de exinanir
O seu exílio de mim
Exemplar exenteração
Deixe tudo na êxedra
Ao edaz exógamo
Edéias sobre edelvais
O edema na edição de bolso
Seu êxodo
Minha remição como remendo
Sem remissão da remetida
Não rememoro
Emigra que eu emito emoção emoliente
Se minhas lágrimas
Provocam sua micção
Rema de onde eu emano
Rêmoras à remugir
O renal que faz rendas
Abjuro-te abajur
Quando o escuro abastece
Seu abate até atear a discórdia
Abdico essa falsa dicotomia
O dicrotismo
Uma abelha sobre meu abdômen
Domem meus impulsos
Enquanto durmo.

domingo, 6 de junho de 2010

IMBRÍFERO 3 :ZIMBRO=CHUVA


Zetacismo

O zimbro no zinco zizia como um zeugo
Enquanto eu zingo em ziguezagues
Em seu zênite sem zelo
Há um zeugma agre
Que zimbra o zimbro
Sem zunir para zurzir este zinho
Este ode que é zambro do limbo
Às vezes é zanho
E a zimeose sem cura
E um zurro fanho
Estranho estralo por zangrilhar sem culpa
Meio zonzo
Zarro por você zarelha
Sou um zangão e zavo
O zesto e groselha
Sua sobrancelha me deixa zarolho
Rôo seu zigoma que sangra o papiro
Zampo tudo como se fosse manga
Quando queria ser apenas zéfiro
Que desmancha suas madeixas sem zanga
Ou talvez um zefir com respiro
Que cobre o cobre com zelo
Que oculta o seu íntimo que zarro
Mesmo sem atracar em seu zênite de gelo
Que é gêmeo da neblina
Zumbi para o bizarro.
 
                                                                                  EPR