domingo, 23 de janeiro de 2011

Chape Literário

O chapéu no cabide nos remetia ao passado,seria eu muito saudosista?preocupado com o futuro?

Ictiologia

Desfilava cheio de ângulos
O desfiladeiro imaniza chispes
Chistes por causa da laringite
Ontem brami por você
Chispei como peixe fora da água
Mágoa que poceia as magnólias
Agora tudo diflui
Não pise em meus cogumelos!
Ela posou para uma foto
A analógica não peiou a foz
Só o ananaseiro
A digital não mostrou sua dignidade
Dilacerou o distilo
Grãos transgênicos não podiam mais ser exportados
E eu tinha que exibir algo à clientela
Como uma alínea não alivia
Então entalho o entardecer
Alimento para os cupins
Hoje chirrio
E o chitau te substitui.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Melhor continuar na hibernação


Delíquios

Sincopado mas sincero
Prefixo positivo
Tardou a dar o sim
Precoce talvez
Negação já é clichê
Nem a luz nem a sombra
Néon nemoral
Um eflúvio
Sobre o próprio vômito
Submerso
Para tudo ficar subentendido
Volutabro tábido
Esterquilínios entre um estertor
Estéreo do esterno que rompe
Compele a pele
Mais um flebo ilaqueado
Com o raiar do febo
Antes solífugo
Ilhargas igual a ilha
Atol sobre a vértebra atlas
Através do átrio
Frágeis ilécebras
Resistentes a tanta quizila
Não precisa-se de muito para perder a noção do tempo.