segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ano Anormal




Últimas de 2009

Epílogo Epilético

Logo,sem mais preâmbulos
Antes da preguiça
Precipitado à fleuma
Uma flecha precisa
Que fecha o prélio
Ao feérico predominante
Férias ao prego
Martelei tanto o marasmo
Frequente querer
Desejo quimérico
A quilose para te oscular
Cobiça condicional
O clima condiciona o comportamento humano
Sempre frio
Arrefecido para arrematar
Ou arribar
Arrivismo que arrebata
Ainda não se condicionou aquele ambiente
Nunca regrar
Talvez tento um arrítmico
Arrojo de um arrufo.
 

sábado, 19 de dezembro de 2009

Sarau na Pinacoteca HOJE!!!!


Quadrático

Olhos cúbicos
Ausência Triangular
Invoco Pirâmides
Prisco pensar
Decerto deserto
Escrevo seu nome na areia
A miragem e inevitável
Quero Quéops
Questiono Quéfren
Minucio Miquerinos
Decifro o enigma da esfinge
Esclareço a Esfera
Parca geometria
Genal com expressão
Auto-retrato
Dentadura para Monalisa
Lisa Autonomia
Autêntico sentimento
Autígeno devaneio.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Versos submersos


Marítimo

Pélago Pelado
Padejo meu desejo
Pejo bracejo
Badejo pescado
Alastra seu rastro
Astro no mastro arrasta
Plêiade casta
Plectro mesclado com o lastro
Sem enjôo umedeceram
Lançar âncora
Ânfora com cânfora
Os peixes beberam
Toda água do aquário
Pinga água da tormeira
Escorre óleo no Oceano sem beira
Escoa sangue do sicário
O sangue com água
Até parece groselha no labelo
Groelândia sofre com o degelo
O frio não atenua
Marujo traduz o marulho
Maújo como entulho imprestável
Enferrujo enfim no viável
Enxugo um caramujo fulvo.