sábado, 5 de dezembro de 2009

Versos submersos


Marítimo

Pélago Pelado
Padejo meu desejo
Pejo bracejo
Badejo pescado
Alastra seu rastro
Astro no mastro arrasta
Plêiade casta
Plectro mesclado com o lastro
Sem enjôo umedeceram
Lançar âncora
Ânfora com cânfora
Os peixes beberam
Toda água do aquário
Pinga água da tormeira
Escorre óleo no Oceano sem beira
Escoa sangue do sicário
O sangue com água
Até parece groselha no labelo
Groelândia sofre com o degelo
O frio não atenua
Marujo traduz o marulho
Maújo como entulho imprestável
Enferrujo enfim no viável
Enxugo um caramujo fulvo.

Nenhum comentário: