quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL PARA TODOS !!!!

Até que um não sinta a verdadeira alegria de Natal, não existe. Todo o demais é aparência - muitos enfeites. Porque não são os enfeites, não é a neve. Não é a árvore, nem a chaminé. O Natal é o calor que volta ao coração das pessoas, a generosidade de compartilhá-la com outros e a esperança de seguir adiante.

Não existe o Natal ideal, só o Natal que você decida criar como reflexo de seus valores, desejos, queridos e tradições. (Bill McKibben)

Que é o Natal? É a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro. É o desejo mais sincero de do que cada xícara se encha com bênçãos ricas e eternas, e de que cada caminho nos leve à paz. (Agnes M. Pharo)

Feliz, feliz Natal, a que faz que nos lembremos das ilusões de nossa infância, recorde-lhe ao avô as alegrias de sua juventude, e lhe transporte ao viajante a sua chaminé e a seu doce lar! (Charles Dickens)

Honrarei o Natal em meu coração e tentarei conservá-la durante todo o ano (Charles Dickens)

Melhor do que todos os presentes embaixo da árvore de natal é a presença de uma família feliz

Ainda que se percam outras coisas ao longo dos anos, mantenhamos o Natal como algo brilhante.…. Regressemos a nossa fé infantil. (*Grace Noll Crowell)

O Natal! A própria palavra enche nossos corações de alegria. Não importa quanto temamos as pressas, as listas de presentes natalinos e as felicitações que nos fiquem por fazer. Quando chegue no dia de Natal, vem-nos o mesmo calor que sentíamos quando éramos meninos, o mesmo calor que envolve nosso coração e nosso lar. (Joan Winmill Brown)

Oxalá pudéssemos meter o espírito de natal em jarros e abrir um jarro em cada mês do ano (Harlan Miller)

O Natal..... não é um acontecimento, senão uma parte de seu lar que um leva sempre em seu coração (Freya Stark)

O Natal não é um momento nem uma estação, senão um estado da mente. Valorizar a vida.

paz e a generosidade e ter graça é compreender o verdadeiro significado de Natal (Calvin Coolidge) Bendita seja a data que une a todo mundo numa conspiração de amor. (Hamilton Wright Mabi)

O Natal não é uma data... É um estado da mente (Mary Ellen Chase)

Vem em cada ano e virá para sempre. E com o Natal vêm as recordações e os costumes. Essas recordações cotidianas humildes aos que todas as mães nos agarramos. Como a Virgem María, nos rincões secretos de seu coração. (Marjorie Holmes)

Talvez o melhor enfeite de natal é um grande sorriso!

Natal Escondido

Na ata álacre
O lacre
Para o Acre
Alguém sem face
Narra não ara
A ara da cruz
Cruciforme cúmplice
Absurdo total
Narcisia-se o tal
Talentos natos
Natal ao contrário
Árido rito
Heresias ao acaso
Atreito a ateu?
Coisas desse naipe
Nada vai me fazer mudar de idéia
Quando o prólogo
Se resume à você.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

RECOMENDO

A Ilusão da Casa
Vitor Ramil

As imagens descem como folhas
No chão da sala
Folhas que o luar acende
Folhas que o vento espalha

Eu plantado no alto em mim
Contemplo a ilusão da casa
As imagens descem como folhas
Enquanto falo

Eu sei
O tempo é o meu lugar
O tempo é minha casa
A casa é onde quero estar
Eu sei

As imagens se acumulam
Rolam no pó da sala
São pequenas folhas secas
Folhas de pura prata

Eu plantado no alto em mim
Contemplo a ilusão da casa
As imagens se acumulam
Rolam enquanto falo

Eu sei
O tempo é o meu lugar
O tempo é minha casa
A casa é onde quero estar
Eu sei

As imagens enchem tudo
Vivem do ar da sala
São montanhas secas
São montanhas enluaradas

Eu plantado no alto em mim
Contemplo a ilusão da casa
As imagens enchem tudo
Vivem enquanto falo

Eu sei
O tempo é o meu lugar
O tempo é minha casa
A casa é onde quero estar
Eu sei

Plágio?

A ilusão da casa

Não tente me limitar
Abro a janela
Abrolhado
No jardim
Tenho um quintal quimérico
Inquieto
Inquilino da quinta- coluna
Os pilhares da democracia
Ali onde o alicerce
Exerce uma função de haicai
Não cerceou as liberdades individuais
Cerco quando anoitece
Segurança para o segundo gume
A gázua não abre a porta
Nota?
A gaivota no gaivel
Galga galáxias
O vizinho tocador de gaita
Incomoda seu galrear
Relações conturbadas.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Descrição da Imagem

A imagem do som

Reagem contra o silêncio
Um violino cheio de grima
Com seu arco de crina
Nitria por nitrogênio
“A morte nivela todos os homens”
Aqui jaz o jazz
Seguia Séguier
Semifusas que intervéns
Semínimas com fiúza da música que sobreviveu
Nos fiúsas long-plays
Longeva placidez
Plangente escarcéu
O ouvido Ovidiano
Ouriça e causa ourama
Ouça a ouça
Atença atenção
A orelha com gelha
A relha
Por influência de Van Gogh
Ototomia aconselha.

imagem:foto da banda de jazz do meu avó,que eu não consegui publicá-la aqui.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Tristan Tzara



poema dadaista

poesia inspirada nas obras de Tristan Tzara:"Coração de gás" (1921), "A anticabeça" (1923) e "O homem aproximativo" (1931)."A fuga" (1947), "O fruto permitido" (1956), "A Rosa e o Cão" (1958) mais sobre Tristan?

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tristan_Tzara

Subcordiforme "Coração de gás"

Triste terra estéril
Trispermo para quatro bocas
A broca
O trismo hostil
Latejava-me como late de Java "A Rosa e o Cão"
Sentido lato
Olfato abstrato
Senti a rosa de onde estava
Antófago
De quatro parece mesa "O homem aproximativo"
Não pensa "A anticabeça"
Sem afago
O passado e passadio
Acambetado inválido
Aliada dromomania em doses "A fuga"
Do que se preza
Perro erro
Ou qualquer desespero
Exagero de incerteza
Superfície lisa
Horizontal ao qual
Casual
Maliforme desejo. "O fruto permitido"

sábado, 29 de novembro de 2008

POEMAS IMBRÍFEROS


Impermeável

Deixa a chuva molhar
E tudo devaneio mesmo
Quando tudo e chuva
Lava quando eu sangro
A flor se fecha
Antes de comê-la
Esconde seu nome
Revela um segredo de uma abelha
Onde estará está felicidade revessa?
Quando eu danço um tango
Com a solidão sem tanga
Da mágoa brota pus
Mazela que se abre
Como um sabre afiado
Abre passagem
Corta uma mecha
Do seu cabelo
Quase desfeito pelo vento
Apaga a vela
Abre uma brecha
Em meu joelho
Singelo elo
Compõe um ambiante aconchegante
Um quarto de quartzo
À parte para amar-te.

CHAPE LITERÁRIO


Tudo Turvo

Atrás da porta torta que rangia
Esqueci o guarda-chuva que mesmo imóvel futrica
De propósito ele me espia
Culpa dessa rotina apática
De não sentir nada mesmo uniforme
Um singelo elo como propina
Nesta minha sina de poeta disforme
Não preciso de suas esmolas em qualquer esquina
Não sou mendigo indigno do seu amor
Não quero um flerte fugaz
Quero sentir tudo
Ininterrupto e assaz
Abrupto lusco-fusco
Quando tudo e turvo
E não vejo mais nada
Você e neblina em minha retina
Incômoda meu sonho na madrugada
Saio por ai sem rumo
Sou caçador de intempéries
Sem aprumo
E essa chuva
Que antes me levava até você
Hoje inunda
Lava e retumba
Agrava minha corcunda
Água-brava que afunda
Meus devaneios em seus seios
Nada revel desvia meu caminho
Nem este preamar que me atrai.

CHUVA INSPIRADORA


Incrustações

Inútil o que eu incrusto na cútis
O cruor
Circula nas vias do incurso
Maneiras sutis
Da vida ao asfalto
Esse que asfixia
Fixa o instável que chia
Hiante alto
Bueiro engole Híade
Que fica com seis estrelas
Moças e velhas
Um díade
Dia da díastase
Qualquer fluido
Oligopsia do adido
Antes díastole
Tolo toldo
Logo o lodo
O logro
Lombada confundida com lombo
Rua crua
Janelas paralelas
Amarelas palpadelas
Parece Lua.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sensitivo

Sensitivo

Sensível ao deslocamento rápido do cursor na tela

Um poema de apalpo

Regozija-se com algo

Causo prurido na mazela

Tornar-se pública a dor

Antes peculiar

Não aufere pecúlio

Fere como adorno

Felicidade relativa ao fel

Cidade ativa ele

Idade explicativa

Morre fiel

Ao seu criador

Essa uiofobia de timbro

O remate ao limbo

Imbróglio quando ri da dor

Usa-se o estigmônio

Para um estigma

Que estica o enigma

Do pseudônimo.


domingo, 23 de novembro de 2008

Enumeração caótica

Enumeração caótica:Consiste no acúmulo de palavras que designam objetos, seres, sensações, vinculados a uma idéia ou várias idéias básicas, sem ligação evidente entre si.

Talvez amanhã eu entenda
O entear do poema
Feito por uma aranha
Aranho sobre o arame
Arranho o arranjo
O ranho na ranhura
O ranicultor que coaxa
O arlequim que chora
O ateu que ora
Sujeitinho à- toa
Esse que me rotula
Como coodernador da ruptura
Essa rusga rutila
A Enteléquia de Aristóteles
Deixa-me arisco
A crítica de Aristarco
A um poema que eu ainda não escrevi
A aritmética que me confunde
Funde o aritencéfalo
Não confundo Eliot Spitzer
Com Leo Spitzer
Entalo com a entalpia de K.Onnes
Enteco no Rio Grande do Sul
Entendedido o Entebense
Eu ornejo
Para o orabatimétrico
Não deixo me pegarem com a oroneta.

Ednei Pereira Rodrigues