Se não fossem as algas, que saberíamos da alegria?
Faz tempo as algas tinham braços
e refletiam as asas da água em flores marinhas
inebriadas em redor pelo fósforo dos peixes
que direcionavam faróis para as gemas das ilhas,
Faz tempo cruzavam a eternidade
a poesia e a língua dos corais em ritmo e harmonia
e vinham dar à praia na cinza prateada da areia
fundeadas por âncoras e cílios de auroras
Faz tempo os amantes vinham partindo e chegando
em rosas da tarde em dulcíssimos navios na nave do dia
e recolhiam a luz do silêncio imortal entre esta e a outra vida.
entre folhas de sol e abrigos de mel
e eram estrelas
e ampliavam uma nova língua,
Se não fossem as algas, que saberíamos da alegria?
Maria Azenha
Descrição de imagem
O nó da nódoa
Pulvinar para a metáfora descansar
Pensar em algas
Como alternativa pode pulverizar tudo ao redor
Um frenético pulular de novas ideias parece ameaçar, na raiz, a fé e a moral, colocando em dúvida tudo e todos
Ulvina vinha de uma maneira estranha em minha mente
Padina na padieira
Colidiste com algo que vinha no sentido contrário
Tentei evitar qualquer tipo de acidente
Tentei evitar conversar com as paredes
Tentei dizer-te enquanto estavas a largar-me no mar... mas não sabia da história toda
Porém, ainda falta muita coisa para falar sobre as possibilidades de alcance e funções para que os benefícios sejam compreendidos
Há segredos que é melhor não serem desvendados
Saberá do essencial.
EPR
2 comentários:
Saberá do essencial...
Quanta beleza e intensidade.
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