O mundo ainda não acabou, o cogumelo gigante ainda não apareceu, podem passear no parque. O mundo ainda está cheio de beleza e esperança, esperando para ser descoberto por aqueles dispostos a enxergar além das preocupações do dia a dia e apesar das incertezas e desafios que enfrentamos, a vida continua. Parece que está tudo bem ali, então porque o medidor de radiação está alertando? Deve ser seu relacionamento tóxico com a solidão corroendo tudo por dentro e manifestando esses alarmes, e interferindo nos momentos de paz. O céu azul e o canto dos pássaros contrastam com o alarme insistente, criando uma dissonância entre a tranquilidade externa e o tumulto interno. Olhamos ao redor, buscando algo que justifique o alerta, mas tudo parece estar em perfeita ordem.Talvez o medidor esteja nos mostrando algo mais profundo, uma manifestação física do nosso estado emocional. A radiação não vem do ambiente, mas sim das fissuras em nossos corações, alimentadas por mágoas não resolvidas e sentimentos reprimidos.Talvez o verdadeiro perigo não esteja lá fora, mas sim dentro de nós, nos cantos mais profundos da mente, onde a radiação pode ser mais devastadora do que qualquer catástrofe nuclear, a falta de empatia das pessoas é preocupante. Cada um vivendo em sua bolha e ignorando os sinais de que algo não está certo. Todos salvos em sua redoma peculiar .Quando essa bolha estourar, e ela inevitavelmente irá, seremos confrontados com a realidade crua que tentamos evitar. Será um despertar doloroso, um momento em que não poderemos mais nos esconder atrás de nossas redomas de conforto e ignorância. Será um momento de verdadeira crise, mas também uma oportunidade para a transformação.A solidão não é apenas uma sensação, é um sintoma de algo maior, algo que está contaminando nossa sociedade de forma invisível, mas poderosa.
sexta-feira, 19 de julho de 2024
Inspiração Tétrica
O mundo ainda não acabou, o cogumelo gigante ainda não apareceu, podem passear no parque. O mundo ainda está cheio de beleza e esperança, esperando para ser descoberto por aqueles dispostos a enxergar além das preocupações do dia a dia e apesar das incertezas e desafios que enfrentamos, a vida continua. Parece que está tudo bem ali, então porque o medidor de radiação está alertando? Deve ser seu relacionamento tóxico com a solidão corroendo tudo por dentro e manifestando esses alarmes, e interferindo nos momentos de paz. O céu azul e o canto dos pássaros contrastam com o alarme insistente, criando uma dissonância entre a tranquilidade externa e o tumulto interno. Olhamos ao redor, buscando algo que justifique o alerta, mas tudo parece estar em perfeita ordem.Talvez o medidor esteja nos mostrando algo mais profundo, uma manifestação física do nosso estado emocional. A radiação não vem do ambiente, mas sim das fissuras em nossos corações, alimentadas por mágoas não resolvidas e sentimentos reprimidos.Talvez o verdadeiro perigo não esteja lá fora, mas sim dentro de nós, nos cantos mais profundos da mente, onde a radiação pode ser mais devastadora do que qualquer catástrofe nuclear, a falta de empatia das pessoas é preocupante. Cada um vivendo em sua bolha e ignorando os sinais de que algo não está certo. Todos salvos em sua redoma peculiar .Quando essa bolha estourar, e ela inevitavelmente irá, seremos confrontados com a realidade crua que tentamos evitar. Será um despertar doloroso, um momento em que não poderemos mais nos esconder atrás de nossas redomas de conforto e ignorância. Será um momento de verdadeira crise, mas também uma oportunidade para a transformação.A solidão não é apenas uma sensação, é um sintoma de algo maior, algo que está contaminando nossa sociedade de forma invisível, mas poderosa.
sábado, 6 de julho de 2024
Inspiração lúgubre
sábado, 29 de junho de 2024
Inspiração Escatológica
Monólogo de uma retrete
Meu retrato ninguém vai querer tirar; não preciso de tanta exposição porque minha presença fala por si só, sem necessidade de holofotes ou câmeras para validar quem eu sou. Minha expressão é um enigma indecifrável, capturando um mistério que desafia qualquer lente. Estes flashes incomodam quando tentam revelar o que prefiro manter oculto, preservando meu mistério e minha singularidade. Não, não é a Xi Aquarii; se fosse, eu seria algum satélite em órbita, explorando estrelas, descobrindo segredos do universo. Estou satisfeita com pouco, porque o essencial é suficiente para mim. Eu proporciono alívio imediato para os que vêm aqui, garantindo que saiam mais confortáveis e satisfeitos, pois meu objetivo é melhorar a qualidade de vida deles de forma rápida, tirando-lhes do corpo o fardo que carregam e ajudando-os a enfrentar suas dificuldades de maneira mais leve. Alga na nalga, este sansei comeu sushi; deve estar fazendo algum tipo de regime, porque tem perdido bastante peso ultimamente, um exemplo a ser seguido por quem busca uma vida mais saudável e equilibrada. Sinto pena daqueles que se prostram diante de mim, como se eu fosse alguma divindade, e regurgitam tudo pela boca. Gostaria de ajudar de alguma maneira, mas estou presa neste corpo de acrílico e sinto toda sua acrinia. Toda flatulência é um lembrete de que ninguém é perfeito. Esse soteropolitano deveria comer menos acarajé para evitar problemas, e é sempre bom equilibrar indulgências com escolhas alimentares mais saudáveis. Aquele gaulês deglute bastante beterraba; minha água fica avermelhada toda vez que ele vem aqui. O consumo excessivo de beterraba pode causar beeturia, uma condição inofensiva em que a urina ou as fezes ficam avermelhadas ou rosadas. Isso ocorre devido à excreção dos pigmentos da beterraba e pode ser preocupante se não for reconhecido como inofensivo. Este boche ingere bastante brioche; dá para perceber o alto conteúdo de gorduras saturadas em seu organismo, e percebo que o sedentarismo está afetando sua saúde. O teuto deveria considerar trocar o brioche pelo têutis, um peixe saboroso e nutritivo que pode contribuir para uma dieta mais equilibrada. O alvanel parece que vai ficar o dia inteiro aqui, mesmo tendo que fazer um alvalade. Mesmo comendo alvacora, sua reira é um indicativo de que algo pode não estar bem na sua digestão. O belfécio não está se sentindo muito à vontade aqui, talvez devido ao espaço apertado, mas é neste cubículo que tudo acontece. Todo epidídimo é lídimo e ninguém vai ficar sabendo da sua monorquidia. Imperfeições, todos temos elas, sejam físicas, emocionais ou de caráter. Mas é justamente essa mistura de qualidades e defeitos que nos torna únicos e interessantes.
terça-feira, 25 de junho de 2024
Ativistas servem para que?
imagem:ativistas climáticos jogam tinta em Stoneheng
Vou vandalizar sua poesia com uma inscícia segnícia
Vai pesar mais que monólitos
Você não vai conseguir levar no bolso
Ela quer se livrar desse calabouço
Todo esse balouço incomoda a metáfora
De manopla vou depredar a copla
Toda minha opacidade desconcertante
E então, você começa a questionar se a luz jamais existiu, se foi apenas uma ilusão criada pela sua própria mente
Colocar reticências no seu primeiro parágrafo
Quando um ascágrafo é mais útil
Serei como albugínea na sua alínea
E vou variegar com varietal sua variz
Você levitara
Desafiar a gravidade para ser mensagem que o avião não conseguiu redigir
Contrails para os pássaros te encontrar
Vou plagiar seu silêncio
E não adianta colocar plagióstomos no aquário
Para uma aliteração insistente
Uma urdidura ultra-utópica.
quinta-feira, 20 de junho de 2024
Descrição de imagem
Dentre todos os meus problemas, a escoliose é um dos menos graves
E, felizmente, não costuma me causar grande incômodo
Ontem até respirei mais fundo
Sem se preocupar com a poluição
Toda fumaça era bem-vinda
Liberdade sustancial irrestrita
Antes a entrada só era pelos poros
Hoje toda água que bebo
É fonte insonte onde os pássaros tomam banho
Antes tudo era insopésavel
Agora os níveis de dióxido de carbono na atmosfera são mensuráveis
Instintos insopitados que levam a agir de forma inesperada diante da situação
Considerando resoluções para insossar vínculos
Pelo menos me libertei desse deserto de dentro
Agora será mais útil, divertindo crianças
Habitar castelos que se dissipam com o vento
Melhor assim, não quero dividir minha alcova com micoses sistêmicas
Vontade de ser Duna, parte da paisagem que se transforma a cada dia
Cisco no seu olho, provocando lágrimas imprevistas.
sexta-feira, 14 de junho de 2024
Inspiração urbana
sábado, 8 de junho de 2024
Inspiração primata
Não me lembro o que eu era antes de ser poeta
Alguma coisa entre vulcão e um estertor feito de fótons
(irascível e espalhafatoso)
Todo esse anacronismo era espurco
E não aceitava toda essa combinação espúria
Precisava de algo mais, um catalisador para desencadear tudo
Um canalizador para todas flatulências
Fogo-fátuo cintilava como um segredo ancestral, entre as sombras do desconhecido
Um catalogador de memórias perdidas
Tantos déjà vus que tive, como se o passado insistisse em sussurrar segredos que o presente ainda não entendia
Será que é tão complexo reconhecer a metamorfose que ocorreu dentro de mim?
A crisálida precisava ser lida
Introdução ao desespero
Espero mais um pouco?
E o vácuo retumbante.

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