sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Plágio de mim mesmo



Sensitivo

Sensível ao deslocamento rápido do cursor na tela
Um poema de apalpo
Regozija-se com algo
Causo prurido na mazela
Torna-se pública a dor
Antes peculiar
Não aufere pecúlio
Fere como adorno
Felicidade relativa ao fel
A cidade não é mais a mesma
Não me inspira mais
Idade explicativa
Morre fiel
Ao seu criador
Essa uiofobia de timbro
O remate ao limbo
Imbróglio quando ri da dor
Usa-se o estigmônimo
Para um estigma
Que estica o enigma do pseudônimo.

 Ednei P. Rodrigues





Hipoestesia

O prefixo relincha
Equinócio dos Equinos
Um coice como afago
Para testar o equilíbrio
Confirma a equidistância
Não quero sentir o obvio
A veia que lateja é exposição desnecessária
Não quero cílios provocando o pruído na palavra
Sanar a Sarna
Não vou midiatizar a midríase
Censura contra a leitura 
O caráter retilíneo da retina
Não quero a falange sobre a metáfora
Urologista fazendo exame de próstata
Aposta na indiferença alheia
Sujeira sob as unhas
Não adianta disfarçar com esmalte
Faltou um pouco de malte
Ainda estou sóbrio.

Ednei P.Rodrigues


sábado, 31 de agosto de 2019

Realismo Superado




Ela fuma e corta as unhas na varanda


Ainda tinha um pouco de esmalte
Ceratinizar a metáfora
Quando pensava no monobáfico
O apartamento restringe a metáfora
A metáfora era túmida
Quando pensava num céu cheio de balões
A bagana podia ser a centelha da criação
Ou incentivo ao incêndio
Teicopsia na teia
Urdidura de um dia consuetudinário
Consubstanciar a metáfora
Seu nome podia ser Consuelo
Elo com a elocução
A guimba acertou a elódea
A prisca podia ser de Priscila
Ignoro seu nome
Egéria sem uma artéria
Chamo de chaminé para todo esse chamiço
Quase queimou Chamelli
Anagramático andrógino de Michael
Não dava pra ver direito.
 
Ednei P.Rodrigues

sábado, 17 de agosto de 2019

A condrificação da metáfora




Tudo o que concerne uma flor


Corpo de Egéria
Metáfora obstruindo uma artéria
Sua cona é uma flor para a Hespéria
Artequim para o hirto
Para a condrina
A condrificação da metáfora
Como matassa,uma ameaça para a vida
Matolagem sob o prefixo suicida
A letomania da letra
Sua metade ave deixa tudo mais tênue
Artena impulsiona a arte
Condor que paira sob a dor
Não era pra ser assim
Condom para evitar a proliferação
No painel dava pra ver quase tudo
Visão ampla sobre algo
Uma vida que se perdeu com pleonasmos
Pelo que eu sei nada muda
Não adianta o esforço
Vai ser tudo em vão.


                     EPR

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A maresia não oxida a metáfora



Concóide

Redijo concomitantemente o rijo ao madrijo
Paliativo para a dor
Lapidífico o lapso
Até aparecer a laqueca
Não percebeu que está poesia é concóide
A maresia não oxida a metáfora
Mesmo com seu prefixo de metal
A meta é outra
O eflúvio  é de patchuli
Concorda com a metáfora
Como se fosse possível discordar
Tens viés de sátrapa
Anagramático seria ástrapa
Melhor pensar dessa maneira
Não fugindo completamente da ideia 
Pois ainda é pontiaguda  
O sangue no tapete discorda do restante da decoração
A corda no pescoço também
A decodificação de tudo
Coisas simples como um cumprimento
Ola é um redemoinho na água.

      Ednei P.Rodrigues



sábado, 20 de julho de 2019

A prognose do que eu penso


Demora pra fazer efeito 

O corpo dormente
A mente sã
Ponera pondera o ímpeto
Maniura manipula a manápula
Ao manir-se pelo flanco 
Aplicaram manitol na metáfora
Bastaria mover uma pequena manivela
Para se entrar em êxtase
Agora que tudo é mecânico
Mescla com mescalina
A promiscuidade prominente
Aprazimento com a prometazina
Promessa de um prólogo mais evidente
Mas prolígero
Mesmo assim pode ser prolífico
A prognose do que eu penso
Em tempos do proibitivo
Pronomes probióticos para o intestino
Citalopram 12 cápsulas. 

                                            Ednei P.Rodrigues

terça-feira, 2 de julho de 2019

Plágio de mim mesmo




A bituca

Guimba,bagana,prisca...
Tantos nomes definam o definhar
Designação sem desígnios
Design desigual ao que se pretendia alcançar
Intuito de intitular algo
Não sou fênix
Não vou renascer das cinzas
Conformado ao viço postiço
Submisso ao maciço
Enquanto houver lume: a vida efêmera
Sarjar a sarjeta 
Execro a boca ingrata do tísico
Engrama no corpo
Em grama:princípio de incêndio
O pé descalço que me calca
Cautela na cauterização
O tabaco que me envolve
Esparso como nuvem. 


                                            Ednei P.Rodrigues



A bituca 

Invólucro da palavra cáustica
Cautela com o cautério
Com o critério de aceitação
A saliva afoga a metáfora

Revestimento de revés
Enfim o enfisema
Sem enfitismo
Enfiuzar o enfeudado

Enfestar o enfermo
Enferretar com enfeluje
Vontade de enfeltrar 
Ser enfeite do dístomo

Alterar a dicção
Toda dicacidade congruente
A metáfora emerge dessa cacofonia
Não ficção de um dia cacoépico.


                                             Ednei P.Rodrigues 


segunda-feira, 24 de junho de 2019

A consequência do êxtase


O arrebatamento da metáfora

Heresias seria se fosse sacro 
Laicizar o pensamento
Nua na nuvem a metáfora adamita
Admita o peso
A pose do abstrato
Asperizar Asperitas
Ainda existia um pouco de pudor
Uma manteleta sobre a vulva
Altamente para uma analogia aérea
A turbina é um túnel que dilacera
Mantinha o manto até o mento
Mantimentos para a metáfora andrófaga
O aviso para não virar a página com a falange era pra ser respeitado
A metáfora cuspiu a ceratina
Aproveitou-se a creatina
Ficou apenas a impressão digital para a Papiloscopia
Como um fóssil para análise de gerações futuras
Sem deturpar os resultados da pesquisa
Um pouco de carbono foi encontrado
Alotropia do alor
 Pouco e o calor que se sente 
O calônio de uma nolição
Perturba a mente.


                                         Ednei P.Rodrigues