sábado, 20 de julho de 2019

A prognose do que eu penso


Demora pra fazer efeito 

O corpo dormente
A mente sã
Ponera pondera o ímpeto
Maniura manipula a manápula
Ao manir-se pelo flanco 
Aplicaram manitol na metáfora
Bastaria mover uma pequena manivela
Para se entrar em êxtase
Agora que tudo é mecânico
Mescla com mescalina
A promiscuidade prominente
Aprazimento com a prometazina
Promessa de um prólogo mais evidente
Mas prolígero
Mesmo assim pode ser prolífico
A prognose do que eu penso
Em tempos do proibitivo
Pronomes probióticos para o intestino
Citalopram 12 cápsulas. 

                                            Ednei P.Rodrigues

terça-feira, 2 de julho de 2019

Plágio de mim mesmo




A bituca

Guimba,bagana,prisca...
Tantos nomes definam o definhar
Designação sem desígnios
Design desigual ao que se pretendia alcançar
Intuito de intitular algo
Não sou fênix
Não vou renascer das cinzas
Conformado ao viço postiço
Submisso ao maciço
Enquanto houver lume: a vida efêmera
Sarjar a sarjeta 
Execro a boca ingrata do tísico
Engrama no corpo
Em grama:princípio de incêndio
O pé descalço que me calca
Cautela na cauterização
O tabaco que me envolve
Esparso como nuvem. 


                                            Ednei P.Rodrigues



A bituca 

Invólucro da palavra cáustica
Cautela com o cautério
Com o critério de aceitação
A saliva afoga a metáfora

Revestimento de revés
Enfim o enfisema
Sem enfitismo
Enfiuzar o enfeudado

Enfestar o enfermo
Enferretar com enfeluje
Vontade de enfeltrar 
Ser enfeite do dístomo

Alterar a dicção
Toda dicacidade congruente
A metáfora emerge dessa cacofonia
Não ficção de um dia cacoépico.


                                             Ednei P.Rodrigues 


segunda-feira, 24 de junho de 2019

A consequência do êxtase


O arrebatamento da metáfora

Heresias seria se fosse sacro 
Laicizar o pensamento
Nua na nuvem a metáfora adamita
Admita o peso
A pose do abstrato
Asperizar Asperitas
Ainda existia um pouco de pudor
Uma manteleta sobre a vulva
Altamente para uma analogia aérea
A turbina é um túnel que dilacera
Mantinha o manto até o mento
Mantimentos para a metáfora andrófaga
O aviso para não virar a página com a falange era pra ser respeitado
A metáfora cuspiu a ceratina
Aproveitou-se a creatina
Ficou apenas a impressão digital para a Papiloscopia
Como um fóssil para análise de gerações futuras
Sem deturpar os resultados da pesquisa
Um pouco de carbono foi encontrado
Alotropia do alor
 Pouco e o calor que se sente 
O calônio de uma nolição
Perturba a mente.


                                         Ednei P.Rodrigues

quarta-feira, 12 de junho de 2019

A consequência de discordar


Discrepância

Metáfora discrásica
Começou a discorrer sobre o óbvio
Aliteração como alíbil da metáfora
Desata o élitro do tropo
Ainda está longe do Porto
O declínio do domínio
Catacumba de catacreses
Epítrope na estrofe
Vontade de ser anagrama 
Uma letra atrapalha mais que um peperito
Agora peregrino sem rêmiges
A remissão da dor 
A remição de preceitos
Parônimos que faltavam para o fim precoce
Coce e o prurido que se sente
O cóccix não é mais o mesmo,só serve de adorno 
Algum tipo de urticária
Rusticaria como bloqueio criativo.


                                          Ednei P.Rodrigues


sábado, 1 de junho de 2019

Anemologia


Era só o vento...

Sentir sua presença agora que a distância
No jardim distêmone
Disse teu nome como uma reminiscência 
Apenas para reminar-se com o silêncio
Remir a metáfora do dístomo
A distonia que leva a uma distorção
A ginge que atinge a meringe
Era só o cierzo
Deveria ter congelado o tempo quando abracei você
Uma espécie de gêmeos siameses ao extremo
A criogenia da metáfora
Várias siasses que vejo
Vontade de ser iceberg
Como não fugir do tema?
Fasces para acoimar o erro
Constituído por fáscia
Outras faces para confundir o que eu lembro
Tudo podia me distrair ou me fascinar. 

                                            Ednei P.Rodrigues


quarta-feira, 22 de maio de 2019

Ruínas do que penso


Entusiasmo

Em tu sismos
Um frêmito que emito através dos poros
Não conseguiu destruir uma cidade
Ruínas do que penso
Não pensar em você,fazia parte do tratamento
Devastação de devaneios
Quando um neurônio se conecta a outro
A sina da sinapse 
Toda magnitude vem das magnólias
Possam induzir ao magnicídio do ínclito
Inclinável até certo ponto
A metáfora finge que nem sente 
Espalmo o último espasmo 
Não queria estar tão perto
Agora que a solidão é um orgânulo 
Não gosto das coisas acontecendo desse modo 
Agora que a inércia é inerente 
Inerva o corpo inescado
Toda empatia de emparamento
Beleza contida.

                                            Ednei P.Rodrigues


sábado, 13 de abril de 2019

A sarcose da metáfora




Algo Álgico


Não espere conforto da pedra
Nem o deleitoso do delenito
Sequer o dolce do dolerito
Nem o afago de sua textura afanítica
E agre o que se sente
Agredido pelo gabro
Acomoda a dor na fresta
O biotipo da biotita é dolabriforme
Sem diortose com o diorito
A diorese para o crepúsculo
Músculo opúsculo que se forma
Massagem cardíaca na metáfora
Encosta no sarçoso
A sarcose da metáfora
Não serve de arrimo para a consternação
O pandicular não altera o diagnóstico
Afeto da afecção
Não é contagioso para a solidão
A metáfora está imune ao conium
Com sua panóplia de letras
A panoftalmite de um esforço enorme para te ver.

                                    EPR