sábado, 20 de abril de 2013

O tempo não é tudo




A cloaca do clock

Hora sem Honra
Desigual ao pêndulo
Dulocracia pontual
Atraente Atraso
Num click resolveu tudo
Abacaxi que abacina
O problema da Ema
A falta de algum animal anil
Mascote para mascarar o bloqueio criativo
Inclusão digital
Protótipo de  Édipo
Sabe, aquela ideia que empaca
Sem ablução
Um link que leva para o Limbo
Ausência do drink
Um escore que escorre.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Francisco Alvim




Planície

Uma girafa baba toda a lua
búfalos comem o horizonte
pássaros tombam sob a neve
da montanha perto longe
Binóculos para achar
o leão mais altivo
que inexiste na sombra baobá
Ouço dentro um brusco mar
arremeter rinoceronte


Francisco Alvim


Consoante Ruminante

Atingir o fastígio
Tingirá o gris
Intriga com os alíferos
Eclipsar a elipse
Denegrir a densidade
Alumbrar o alusivo
Lâmpada Acesa
Parvo Vapor
Crase para craniolar o vulto
Outro insulto
Causa tumulto
Vituperar o visto
Vitamina para a neblina
Um vislumbre no timbre
Torpe Livre
Emancipação para emanar esgoto
Não efluir
Arco-íris monocromo
Domo o átomo
Sujeito autónomo
A noite não cabe na cama camaleônica.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Em tempos de meteoros e meteoritos




O caráter da cratera

Vulcão rebaixado para cravo
Venera o verme em sua derme
A puberdade dos cactos
A súplica da estética
Esboço de sorriso
Quando o pescoço é um poço
Gargarejo no balde a balda
É cuspo gardênias
O mesmo que saia da boca dos gárgulas
Cintura sai sem saia
A insipidez da nudez
Pedra para um pecha
Abriu uma pequena brecha na bochecha
Hematoma com seu aroma
Depois do ósculo
Unificação unilateral do idioma
Rimas no prefixo
Caracteres que não significam nada.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Odeio Carnaval Sinônimo de lixo





Falsidade ideológica

Ilusão artificial
Sempre irracional
Sem timbre o mambembe
Quando o vislumbre é meu melindre
Camufla com mufla
Camundongo de camurça
Serpentinas ofídias
À socapa
Sou abstrato
Meu ornato se reconhece com o tato
Similar à um tatu
Inusitada carapaça
Outro regalo
Não me alegro
Anagramas despercebidos
Sentido entristecido
Quando o esplêndido e o esplênio
Confins sem confete.

sábado, 2 de fevereiro de 2013




Insolação

A Hélice com Heliose
Gira devagar
E mesmo assim deixa-me com vertigem
Tanta sandice
Sanduíche de piche
Não tenho fetiche por exposição
Absorve a neblina ao invés da insulina
Após o deslocamento da retina
Arco-íris na pupila
Destila o sangue com Chá de camomila
Enquanto a cáfila seguia minha sombra
Análogo as Dunas
Tenta preencher essa lacuna
Um enxerto de deserto
Vespas Vesicatórias
Crespa sensação
Como se estivesse num frigorífico
Fico sintético.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

São Paulo - 459 anos Quando Chove São Paulo parece Veneza!



Insano Oceano

À deriva por salivação excessiva
Eu transbordava
A gota e a gaivota
O pingo e o flamingo
Para aspergir aspas
O áspero que espero
Ela de camisola na gôndola
Ela já está morna
Eu carrego a bigorna
Ninguém segue a norma
Mais uma cova que se forma
Minha sola antiderrapante
Abstinência de antidepressivos
Paroxetina melhora a rotina
Sertralina quando o Sertão virar mar
Escitalopram que se define como pragmática
O  cinza cita citalopram
A fluoxetina melhora o fluxo das águas
Meu Flúor fluorescente.




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Primeira de 2013




Notas de rodapé

Descrição sem nada de discrição
Comentários para cometas
Referência ao desequilíbrio
A euforia deu lugar a reticência
O silêncio é  argumento
Formulado com argila
Quem dilata sua pupila
O elefante
O distante ungulado
Excesso de exceções
Quando a regra não foi cumprida na íntegra
Será que a régua ?
Consegue medir a égua
Os Eua estão de fora
Aumenta a xenofobia
Quando o farol de efeito xênon é permitido
Falta néon na placa do Lupanar
Precisa-se de lupa para olhar
Fácil confundir o Alcouce com o Açougue
Quando nada é preciso.