sábado, 28 de agosto de 2010

Amnésia



Sem alamirés

Nenhum alvitre
Sequer eflúvio
Nada mais para alavercar
Vetusto minuto
Secular segundo
Uma hebdômada obsoleta
O centenário do centauro
Nascido hoje
Suicidar-se por estrangulação
Pelo cordão umbilical
A centopéia dentro da centrífuga
Arcaico desejo
Esculpido em penedo
Hieróglifos sem hífen
Brita depois peneira
Encontrado o pechisbeque
Arqueologia de subsistência
No arquivo o quilômetro
Sua alameda no Alasca
Distância que alivia.

sábado, 14 de agosto de 2010

Plágio de mim mesmo

Litólatra

 Restou apenas o título
 Para não ir para o limbo
 Epíteto como epítafio
 Titubeante tiziu
 Como um títere 
A restauração
Concerto de metáforas
A conclusão que sou lastro 
Ela epiginia
Incompatíveis
Só as pedras do rim entendem o meu âmago
Avenidas com avelãs
Aleia aleijada
Tudo às avessas
Tudo parece ser atraído pelo aleatório
 Há uma esquírola na esquina 
Esqueleto esquecido na esquerda 
Como esquivar-se da influência deletéria desse ambiente?
 Esse sem essência
 Essa essência de essexito
 O éssedo calcava todos os ímpetos de vingança
 Próxima a estação a estafilectomia
 Minha úvula fixa à entrada da residência.


                                                       EPR

domingo, 8 de agosto de 2010

Piscatória 2


Encargo áqueo
Por não ser néctico
Era puíta
Navífrago sem piedade
Fui promovido para âncora
Difícil aquerenciar-se
Um cargueiro atraca no píer
Precisava desabafar desvarios
Difícil não necear
Antes de tudo desabar aquerôntico
Nem todos os rios deságuam no mar
Isto lhe despraz
Algo desabrocha
Não tem pétalas
Mas desafia os oponentes
Com acúleos
O desprezo era sutil
Tão déspota
Que posterga detalhes.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sensacionalismo


Referência Maldita

Se falo da gangarina matriz
No púlpito declamo o decote
Da filha do delegado
Cintura delgada
Aparece um ímpio e redargúe
Se orféico tanjo o inaudível
Era do coreto que indagava
O correto seria o retro
Se descrevo uma praça
Às vezes gangética
Queria gapinar
Mas com todos os rios poluídos
Apenas pólux se salva
Um praça armado espreita
A gangorra quebrada
Sinônimo da senectude
De um senegalês que brada
Essa geringonça nunca funionou mesmo!
Sengas do pueril
A pucela que na janela
Deglutia seu pudim de puba
Não adianta o sutil
Extremos extraviados
Tenho que exprimir o homicídio
Encontraram meu homizio
Com referência ao assunto acima
Nada tenho a declarar.

sábado, 17 de julho de 2010

Frio,neurônios congelados


Tudo arrufa
O arrulho
Meu ársis arritmico
Seu arrebique
Como arrebol
À revelia do cálido
Calino arrepio
Ao redor arrefeçado
Não resta nem uma aresta
O arreito arriou
Sem opção arrogo-te
Arrepsia em tudo
Sem arremate
Arte do ártico
Todo esse arro
Mesmo sob o domínio do arreísmo
Olhar de arrúgia
Aljofre congelado.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Revolução de 1932



Depois do estampido
O estandarte estânico
Estendido na mesa como toalha
Com o plúmbeo em punho
Estatuiram o estável
O esterno não agüentou até o estero
Toda estenia estipendiada
Ao esticado o esterlino
O estratego na estratosfera
Um estrangeiro estrangula com a úngula
A estréia da estrela ignorada
Sua estratégia era o erário
O érbio sobre o eremita
O túlio sobre a gelatina
A varga capturou apenas um badejo
Ainda tem o Tejo
Granjeou apenas uma ponte
Direções contrárias.

domingo, 27 de junho de 2010

100 postagens ou pastagens?


Nunca pensei que pudesse durar tanto tempo
Evo evocável
Evitável às vezes
Quando a evaporação de sentimentos
É evidente
Evolar-se é preciso
Quero ficar visível
Por isso a peleja
Com a mágoa
O godeme
Golpes da górgone
Sou seixo
Sem eixo
Com orgulho cito o gorgulho
Minto pela gorja
Sem gorjal
Tudo o que gorou
É aproveitável
O grou ofuscou o apo
Quando tudo se aproxima.