sábado, 22 de maio de 2010

Botânica



Há fungos dentro do funil
Emadeirar o metal
Conclusão de um desmatamento
Cogumelo melodramático
Sem coima
Na coifa causa coceira
O coice do ginete
O prurido que punge
O pule
O trote de cortar sua crina
O crisântemo em crise existencial
Na cristaleira pensa que é cristal
Antes uliginário
Agora metálico
Agárico que se agarra
Em meu agasalho
Algo álgido
Iguarias iguais
Ígneo no iglu
Aguapé no ágape
O agraço não agrada
Com o agrafo
Fecho os lábios
Deixo tudo ágrafo.

Ednei Pereira Rodrigues

sábado, 15 de maio de 2010

Sobre o tempo


Ocaso

No dia em que meu pai
Não deu corda nos relógios
O clepsidra afunda
Mil náufragos
Soçobro também
Netuno tentou manter a ordem
Faltava harmonia
Haurir hábitos
Não amanheceu
A plenipotência do plenilúnio
Não se ouviu o galicínio
Impera o silêncio
A penumbra
O umbrífero é imbrífero
Em certas ocasiões
Perde-se o controle
Lhana tirania
Seu metodismo metafísico
Metal contra a metáfora.

domingo, 2 de maio de 2010

Niilismo 4




Não Crie Expectativas...

O prazo expirou
Antes do combinado
Detalhes determinantes
Deteriorados pelo óbvio
Ninguém ficou sabendo
O que aconteceu uma hora atrás
Personagens perto do precipício
Procura-se sempre um motivo para abandonar tudo
Faltar com conhecimento de causa
A causa de uma doença
Cauterizar uma ferida
Cautela para tudo
O cacau não libera mais endorfina
Fina endrômina
O cérebro não é mais cerebrino
Não há nenhuma cereja na cerejeira
Onde está Ceres?
Não sinto mais fome
Sem cerimônia para o que cerro
Antes era tudo cérulo
Certificado para a certeza
Errante rancor
Não dê atenção aos meus sentimentos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mais do mesmo




Prisão Preventiva

Dentro da priaca
Prioridade para os devaneios
Gênero de primeira necessidade
Pior se fosse prístino
Réu de retumbar
Recente não sente o pitoresco
Sem receio de piançar
Ricochetear rimas
Nem repararam os priscos
O priapismo
Por seu primor de prímula
A cura
Às vezes mula
Não entende meu olhar lírico
Prolixo quando eu lacônico
Cada piscadela
Equivale a um desejo
Mente liberta de limitações.

sábado, 24 de abril de 2010

Aqui e ALITERAÇÕES em qualquer lugar




Prece para um Precipício

Preciso de um precipício
Para precipitar este preamar
Que me afoga como a presteza de um préa
Precoce suicídio com silício sem prensar
Sem pensar no cilício que pressinto
Antes do préludio que preparo
No prélio esqueci seu prenome sucinto
Minto o que sinto com prestígio
Culpo a pressão atmosférica
Prejudicial ao pretume
Sem perfume na prefloração
Culpo a presbiofrenia
Sem mais preâmbulos no prefácio
Sou precito
À pregar o prego
No seu ego preensor
Ainda pressinto
O óbvio é obtuso no pré-consciente
Quando faltam pretextos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Espaço Esparso3




Metacismo

Onomatomania depois das perseidas
Sua análise meticulosa
Torneia menecma à uma rosa
Torneira exsuda minhas lágrimas
Mogigrafia ao moldar uma escultura
Mogorim seu megálio
Aturde o hálito
Como maresia figura
Quando seu nome rima com meridiano
Tenho como meta
Você planeta
Mais próxima que o Sol diáfano
A utopia da pia
Elemento metálico deflora
A mecânica da metáfora
Rubiginosa memória
Vontade férrea
À deriva de minha epífora
Membrana sinovial leitora
Meio-vôo fértil
Tens pétalas no pescoço
Metade meandros
Por onde eu sangro
No meio de um losango esboço
Um morango volúbil
Mordido pela métrica
Coloria-se com a rubrica
Como seus lábios de rubi
Meio-tom para seus olhos
Trouxe luz
Para meu escotoma que compus
Para meus sonhos.

As Perseidas ou Perséiades são uma prolífica chuva de meteoros [1] associada ao cometa Swift-Tuttle. São assim denominadas devido ao ponto do céu de onde parecem vir, o radiante, localizado na constelação de Perseus.Mais no:http://pt.wikipedia.org/wiki/Perseidas Metacismo é repetição da letra M Onomatomania,dificuldade de encontrar uma expressão ou palavra,Mogigrafia:dificuldade em segurar a caneta ou pena de escrever,Mogorim: rosa branca,Megalio: perfume,o resto nao vou traduzir!!!!!

sábado, 17 de abril de 2010

Viagem Poética 3 :Piauí&Pirineus



Piedade aos piegas

Ardido com pimenta
O pitéu causa pigarro
Indigesto picles verde claro
Servido com piaba e menta
A pianista sonâmbula de pijama
Derrama piche no piano
Drama pitoresco meio desumano
Culpa seu instrumento pitônico que descamba
Por ser pitosga
A liamba fez o cão pícaro
Farejar o píncaro
A pilastra tem lagosta na crosta
Piora o estado de saúde da pitonisa
Pílula no pires diáfano
Mesmo com piaremia que profano
Foi na pindaíba que avaliza
Para o Piauí
Profetizar primícias no picadeiro que obstrui
O primor dos Pirineus sem brisa
A piracema é pivô de um crime
Atrai pirilampos como isca
Para um prisma
De uma pintura íngreme
As piéredes costumavam ser mais modestas
Seminua na piscina
A píton sibila
Seu bote picante às avessas
Fez o bote do pirólatra afundar na aresta
Pisiforme como um pingente
No pistilo atraente
Festa picaresca depois da sesta.