sábado, 23 de janeiro de 2010

São Paulo 456 anos


Cidade Oculta

Volto para casa
Envolto com a solidão
Aperto o passo desdita
Tento dispresa-la
Não paro nos resvalos
Não sento naquele banco da praça
Onde está o casal que se abraça
Não quero contagia-los
Com minha solidão fugaz
Sequita dos eremitas
Grita quando levita
Sobre mim estás
Ela sempre chega antes
Antes da antese
Cria uma antítese
Espera-me com assoantes
A beira da poeria
Dos livros da estante
A poluição constante
Na dianteira
Dentro de minha morada
Convivo com a sujeira
Resquícios da feira
Invadem depois de uma lufada
Que falta faz um lustre
Uma cachoeira
Em cada esquina açoiteira
Desço está ladeira lacustre
Quando nada preenche está lacuna
Procuro você na Luna
Quando começa este toró
Preciso de uma escuna
Que flutue na escuma
Dessa onda sem cloro
Leito em meu leito
Onde a onda
Desemboca na poltrona
Deixa-me liquefeito.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Niilismo 2



Oportunismo

Nada mudou desde ontem
E o que se aproveita
É inútil ao sentido
O óbvio adquiri forma
Devaneios cambiantes
Sob o pretexto do inevitável
O óbvio vem a calhar
Tomou coragem e disse o que queria
Sem metáforas
A rotina do devaneio
Quais são as suas pretensões?
Pensou durante uns minutos e respondeu
Esperar por um rótulo
Talvez um encômio que encomprida
Que se encontra em um encólpio
Ou em uma enciclopédia
Que explique o que está acontecendo
Aconselhável à opinião
Ao ópio
Acomodável ao óptico
Exijo discrição
Descrição quando você inefável
Encomendado ao encosto.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Viagem Poética 2: ESTOCOLMO



Estou calmo em Estocolmo
Antes estóico
Agora estólido
Nada estonteia
Depois do estouro
O silêncio
Terá algo em segredo?
Terá uma palavra de estímulo?
Que abranja to das as coisas
Abrevio tudo
Antes abrasivo
Agora brando
Ando por Gamla Stan
Deixo Stortorget me levar
Antes eruptivo
Agora inativo.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Enumeração caótica 2




Primeira de 2010!!!

Spitzers

Confundo alhos com bugalhos
O que concerne
Tira a liberdade
Como Leo Spitzer
Anti-hitlerismo hiulco
Fujo do Nazismo axiomático das palavras
Mas não da Naza
Nem do telescopio Spitzer
Se observou Cefeu,Centauro
A superfície de Plutão
Observará metáforas,devaneios
Exíguos fragmentos literários
Justiça para Júpiter
Para o Judas
Até para Eliot Spitzer
Também para o judeu
Para todos
Faltou um apóstrofe
Criado por mim
Talvez um Spittle
Seria escatológico fugir da lógica?


Glosas:apenas nessa,não sou de fazer isso,não se acostumem!!!!

apóstrofes usados nesta poesia:

A enumeração caótica foi criada por Leo Spitzer
Nascido em Viena, em 1887, lecionou em universidades alemãs de 1920 a 1933, quando, fugindo do nazismo, migrou para a Turquia e, em 1936, para os Estados Unidos, onde passou os 24 anos seguintes como professor daUniversidade Johns Hopkins. Municiado da vasta erudição que sua formação em filologia românica lhe proporcionou, e sob a influência marcante da psicanálise freudiana, Spitzer devotou-se desde o início da carreira a superar o divórcio entre linguística e literatura levado a efeito pela filologia positivista. Faleceu em 1960.
Consiste no acúmulo de palavras que designam objetos, seres, sensações, vinculados a uma idéia ou várias idéias básicas, sem ligação evidente entre si.(por isso o nome da poesia e SPTIZERS)
Eliot Laurence Spitzer (Bronx, Nova Iorque, 10 de junho de 1959) é um advogado e político do Partido Democrata dos Estados Unidos da América.
Lyman Spitzer (Toledo, 26 de junho de 1914 — Princeton, 31 de março de 1997). Considerado um dos maiores cientistas do século XX, fez grandes contribuições no campo da dinâmica estelar, da fusão termonuclear, do plasma e de toda astronomia em geral.
Entre todos os astrônomos, Spitzer foi o primeiro a sugerir a colocação de telescópios espaciais em órbita da Terra, com o objetivo de obter imagens mais nítidas de outras galáxias e astros do universo. fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ano Anormal




Últimas de 2009

Epílogo Epilético

Logo,sem mais preâmbulos
Antes da preguiça
Precipitado à fleuma
Uma flecha precisa
Que fecha o prélio
Ao feérico predominante
Férias ao prego
Martelei tanto o marasmo
Frequente querer
Desejo quimérico
A quilose para te oscular
Cobiça condicional
O clima condiciona o comportamento humano
Sempre frio
Arrefecido para arrematar
Ou arribar
Arrivismo que arrebata
Ainda não se condicionou aquele ambiente
Nunca regrar
Talvez tento um arrítmico
Arrojo de um arrufo.
 

sábado, 19 de dezembro de 2009

Sarau na Pinacoteca HOJE!!!!


Quadrático

Olhos cúbicos
Ausência Triangular
Invoco Pirâmides
Prisco pensar
Decerto deserto
Escrevo seu nome na areia
A miragem e inevitável
Quero Quéops
Questiono Quéfren
Minucio Miquerinos
Decifro o enigma da esfinge
Esclareço a Esfera
Parca geometria
Genal com expressão
Auto-retrato
Dentadura para Monalisa
Lisa Autonomia
Autêntico sentimento
Autígeno devaneio.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Versos submersos


Marítimo

Pélago Pelado
Padejo meu desejo
Pejo bracejo
Badejo pescado
Alastra seu rastro
Astro no mastro arrasta
Plêiade casta
Plectro mesclado com o lastro
Sem enjôo umedeceram
Lançar âncora
Ânfora com cânfora
Os peixes beberam
Toda água do aquário
Pinga água da tormeira
Escorre óleo no Oceano sem beira
Escoa sangue do sicário
O sangue com água
Até parece groselha no labelo
Groelândia sofre com o degelo
O frio não atenua
Marujo traduz o marulho
Maújo como entulho imprestável
Enferrujo enfim no viável
Enxugo um caramujo fulvo.

Ednei Pereira Rodrigues