sábado, 2 de fevereiro de 2013




Insolação

A Hélice com Heliose
Gira devagar
E mesmo assim deixa-me com vertigem
Tanta sandice
Sanduíche de piche
Não tenho fetiche por exposição
Absorve a neblina ao invés da insulina
Após o deslocamento da retina
Arco-íris na pupila
Destila o sangue com Chá de camomila
Enquanto a cáfila seguia minha sombra
Análogo as Dunas
Tenta preencher essa lacuna
Um enxerto de deserto
Vespas Vesicatórias
Crespa sensação
Como se estivesse num frigorífico
Fico sintético.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

São Paulo - 459 anos Quando Chove São Paulo parece Veneza!



Insano Oceano

À deriva por salivação excessiva
Eu transbordava
A gota e a gaivota
O pingo e o flamingo
Para aspergir aspas
O áspero que espero
Ela de camisola na gôndola
Ela já está morna
Eu carrego a bigorna
Ninguém segue a norma
Mais uma cova que se forma
Minha sola antiderrapante
Abstinência de antidepressivos
Paroxetina melhora a rotina
Sertralina quando o Sertão virar mar
Escitalopram que se define como pragmática
O  cinza cita citalopram
A fluoxetina melhora o fluxo das águas
Meu Flúor fluorescente.




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Primeira de 2013




Notas de rodapé

Descrição sem nada de discrição
Comentários para cometas
Referência ao desequilíbrio
A euforia deu lugar a reticência
O silêncio é  argumento
Formulado com argila
Quem dilata sua pupila
O elefante
O distante ungulado
Excesso de exceções
Quando a regra não foi cumprida na íntegra
Será que a régua ?
Consegue medir a égua
Os Eua estão de fora
Aumenta a xenofobia
Quando o farol de efeito xênon é permitido
Falta néon na placa do Lupanar
Precisa-se de lupa para olhar
Fácil confundir o Alcouce com o Açougue
Quando nada é preciso.  



sábado, 20 de outubro de 2012

20 de outubro dia do poeta





















Deveria começar de outra maneira
Dar ênfase ao enfarte
A quase arte
Enfeitar o enfermo com lantejoulas
Ignorar outras jaulas  
Soltar o javali
Liberdade para a ansiedade
O manequim não vai sorrir mesmo
E toda essa malemolência
Não surtiram o efeito esperado
O surto
Foram várias as tentativas
E o silêncio veio me visitar
Tardou a dar o sim
Se fosse um talvez
Ia ser mais fácil esquecer.                                                                          



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Paulo Leminski

Inspirado por Merda e ouro
(Paulo Leminski)
Merda é veneno.
No entando, não há nada
que seja mais bonito
que uma bela cagada.
Cagam ricos, cagam padres,
cagam reis e cagam fadas.
Não há merda que se compare
à bosta da pessoa amada.

esta e de minha autoria:

Escatológico

Caga que a vaga apaga
Limpa o suor do rosto
Hemorroidal sideral
Imparcial ao exposto
Impávido aviltar-se
Mais ávido
Aveludado só na avenida
Toda essa maresia
É gas metano
A chama
Alguém atrás da falesia
Não escondo a chaga
Furúnculo chulo
Tudo o que engulo
Este engulho
Esta enguia que me guia
De volta para a cidade
Para a guilhotina
Mover-se às guinadas é preciso.

domingo, 12 de agosto de 2012

Jogado as traças



Assim que restrinjo meus sentimentos
Finjo o regozijo
Com um chiste
Que me feriste em riste
Como fazer um cisne que bata as asas?
Origami que origina um origma(abismo)
Menos um na estante
Onde estanco este cancro
Alcanço a alça do sutiã
Descanso sutil do til
A coluna e luna
Lembrar como lenimento
Lenha para o álgido
Reduzir-se a cinzas
Quando o opaco
Operar em meu favor
Caucho para a causa.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Os Vendavais de minha vida

Não confio nos confins
Em suas confidências
O perto é pertinente
Não bato continência para o continente
No fio que desamarra com a força do vento
Gera conflito
É quando você confirma o obscuro
Essa sua confiança
Ausência do medo
Ás vezes meio meigo
A contingência do contorno
O consumo da solidão
Importar o importuno
Imposto pós-verbal
Taxa para o tátil
Tacha para o achaque
Todo esse contorcionismo de te esquecer.