Um decapitado entenderia
Equacionar o equador
O equilíbrio do perneta
Penetra na península
Latejava-me o coração
Mas já podem tirar a corda do pescoço
Quando não se ouvia nem um ladrido
Talvez algo em latim
A trombose com o trombone
Saxofone saxífrago
Concreção nos rins
Agonizo na lateral de meu latíbulo
Jorra látex de mim
É não sou árvore
O átrio no pátio
Alguns neurônios sobre a mesa
Pensam em você
Pragmática que praqueja a praia
Prática sem tática
Tudo suscétivel de ser tateado
Sem sucesso
O sucessor do suco
O corpo no copo.
terça-feira, 24 de abril de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Dia da Poesia

No dia da poesia escrevi uma poesia.
Detritos Cósmicos
Angústia como agulha no palheiro
Palestesia só na Palestina
Sismógrafo não detectou a queda do siso
Sincero até sincronizar meu tédio
Como teia
Um decreto-lei que consinta seu decote
A queima do queixo
Não questiono o quimera
Não detenho o detergente
Goela abaixo
Bolha que não estoura
Que não disfarça o bolor
Tanta gente vazia
Tudo se deteriora
Detritos eruditos
Faltou um meteorito
Esse declive que decola.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Insônia
Travesso travesseiro
O travessão anúncia o silêncio
O anum anulante
Enquanto o colóquio está no colo
Descansa sem descambar
A voz na foz
Aguar a aguardada pretensão
Absorver a noite
Sugando estrelas
Já que não tenho o brilho de seus olhos
Algo tem que te substituir
Parecido a está parede
Rede para remir
Remar montado na ema
Para toda essa emanação
Não ser ignorada.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
A árvore engaiolada

Delírios de um delito
Egoísmo cria égide
A ausência do adejo
Não paiara
Atingiu o limite
Alado aladroado
Olha a folha que cai
E não e nem outono
Não encolha o que acolha
O fruto não frusta
A carcérula provoca cólica
Castigo castiço
A polpa na popa
Singra na ingratidão
Granjeia minha mente infértil
A falta de inspiração não é desculpa
Instiga o instante
Quando o tédio e teimoso
Igual teia
Mais um aranzel ignorado
Quanto mais fujo do assunto,mas necessidade tenho de tentar explicar o que sinto.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
São Paulo 458 anos
poesia escrita para A Capela dos enforcados
Degola
Bonita sua gravata de corda
Não tem graça
Nem garça
Só pombas
Vai graxa ai doutor?
A solidão grassa na cidade
Por onde passaram as gárgulas
O gari garimpa seu sustento
E o suspenso?
Desafia a lei da gravidade
Fechado para balanço
O boteco da esquina alagou
Tivemos que sair de bote
Antes do show de bossa nova
A bostela da botelha já se cicatrizou
Faltam sonhos para uma noite tranquila
Então fui na padaria comprar alguns.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Distância

Só sei que digitei:distância
Essa que dilacera o diafragma
Não há dialogo
É o silêncio é discutível
Afônico
Olhos loquazes
Quase palavra
Imagem Oral
Na orla do visual
Um croqui
Nada crônico
Mais para crocidismo
Mesmo efeito da aurora boreal
Mesmo defeito irreal
Nada pessoal
Péssimo de Pessoa
Não irradia
Irônico irmão da iris
Deixa-me disperso
Produz displicência
Personificação diagonal
Sem prespectiva
Ontem já e quase meio século
E ela não elucida sobre o que aconteceu
Ilude a diplomacia com a solidão
Se eu pudesse distinguir
Aquela que diverte a dívida
Se tivesse um dispositivo para desligá-la
Seria mais mecânica
O metal enferruja
Não iria corroer a alma
Não iria substituir a metáfora.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Inspiração voltou?
Ditadura na biblioteca
É extremamente proibido
Virar as poltronas para as janelas
Elas não são reversíveis?
Não se constroem arquibacandas
Para ver a neblina
O polvo não pode resfestelar-se
A polpa da maçã
Está na maçaneta
Maçante enciclopédia
Na página 69 tinha que ter uma poesia erótica
E um incêndio não é análogo
A um idílio
Quando é incesto
Incisão para controlar a ansiedade
Não consigo embarcar
No reflexo do metrô na janela
Reflorir quando a bílis reflui para o sangue
Parece simples
Mas carrega uma complexidade profunda.
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