sábado, 9 de janeiro de 2010

Enumeração caótica 2




Primeira de 2010!!!

Spitzers

Confundo alhos com bugalhos
O que concerne
Tira a liberdade
Como Leo Spitzer
Anti-hitlerismo hiulco
Fujo do Nazismo axiomático das palavras
Mas não da Naza
Nem do telescopio Spitzer
Se observou Cefeu,Centauro
A superfície de Plutão
Observará metáforas,devaneios
Exíguos fragmentos literários
Justiça para Júpiter
Para o Judas
Até para Eliot Spitzer
Também para o judeu
Para todos
Faltou um apóstrofe
Criado por mim
Talvez um Spittle
Seria escatológico fugir da lógica?


Glosas:apenas nessa,não sou de fazer isso,não se acostumem!!!!

apóstrofes usados nesta poesia:

A enumeração caótica foi criada por Leo Spitzer
Nascido em Viena, em 1887, lecionou em universidades alemãs de 1920 a 1933, quando, fugindo do nazismo, migrou para a Turquia e, em 1936, para os Estados Unidos, onde passou os 24 anos seguintes como professor daUniversidade Johns Hopkins. Municiado da vasta erudição que sua formação em filologia românica lhe proporcionou, e sob a influência marcante da psicanálise freudiana, Spitzer devotou-se desde o início da carreira a superar o divórcio entre linguística e literatura levado a efeito pela filologia positivista. Faleceu em 1960.
Consiste no acúmulo de palavras que designam objetos, seres, sensações, vinculados a uma idéia ou várias idéias básicas, sem ligação evidente entre si.(por isso o nome da poesia e SPTIZERS)
Eliot Laurence Spitzer (Bronx, Nova Iorque, 10 de junho de 1959) é um advogado e político do Partido Democrata dos Estados Unidos da América.
Lyman Spitzer (Toledo, 26 de junho de 1914 — Princeton, 31 de março de 1997). Considerado um dos maiores cientistas do século XX, fez grandes contribuições no campo da dinâmica estelar, da fusão termonuclear, do plasma e de toda astronomia em geral.
Entre todos os astrônomos, Spitzer foi o primeiro a sugerir a colocação de telescópios espaciais em órbita da Terra, com o objetivo de obter imagens mais nítidas de outras galáxias e astros do universo. fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ano Anormal




Últimas de 2009

Epílogo Epilético

Logo,sem mais preâmbulos
Antes da preguiça
Precipitado à fleuma
Uma flecha precisa
Que fecha o prélio
Ao feérico predominante
Férias ao prego
Martelei tanto o marasmo
Frequente querer
Desejo quimérico
A quilose para te oscular
Cobiça condicional
O clima condiciona o comportamento humano
Sempre frio
Arrefecido para arrematar
Ou arribar
Arrivismo que arrebata
Ainda não se condicionou aquele ambiente
Nunca regrar
Talvez tento um arrítmico
Arrojo de um arrufo.
 

sábado, 19 de dezembro de 2009

Sarau na Pinacoteca HOJE!!!!


Quadrático

Olhos cúbicos
Ausência Triangular
Invoco Pirâmides
Prisco pensar
Decerto deserto
Escrevo seu nome na areia
A miragem e inevitável
Quero Quéops
Questiono Quéfren
Minucio Miquerinos
Decifro o enigma da esfinge
Esclareço a Esfera
Parca geometria
Genal com expressão
Auto-retrato
Dentadura para Monalisa
Lisa Autonomia
Autêntico sentimento
Autígeno devaneio.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Versos submersos


Marítimo

Pélago Pelado
Padejo meu desejo
Pejo bracejo
Badejo pescado
Alastra seu rastro
Astro no mastro arrasta
Plêiade casta
Plectro mesclado com o lastro
Sem enjôo umedeceram
Lançar âncora
Ânfora com cânfora
Os peixes beberam
Toda água do aquário
Pinga água da tormeira
Escorre óleo no Oceano sem beira
Escoa sangue do sicário
O sangue com água
Até parece groselha no labelo
Groelândia sofre com o degelo
O frio não atenua
Marujo traduz o marulho
Maújo como entulho imprestável
Enferrujo enfim no viável
Enxugo um caramujo fulvo.

Ednei Pereira Rodrigues

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Blecaute particular


No escuro estulto
Depois de um crepúsculo fulvo
Ele ou ela surpreende mesmo sem estímulo
Andrógino com androfobia que insulto
Andróide que eu escuto
Andorinha reclusa que eu açulo
Presa em uma andrômeda que eu engulo
Vulto vultuoso
Vulto que sepulto
Vulto de luto
Pela morte de meu regozijo nulo
Mesmo sem pulso
Vive dentro de mim quando coagulo
Nasceu de uma neblina que mergulho
Quando eu sentia um remorso insulso
Refletido e escuso no espelho como reduto
Ocluso no brilho tênue que consulto
De meu olhar ingênuo que desembrulho
Quando quebro seu casulo
Separando em partes o vínculo
Que nós uniu em um crepúsculo.

sábado, 7 de novembro de 2009

Espaço Esparso2


O murídeo livre
Não controla mais a posição do cursor na tela
Se o autor não controla os próprios impulsos
Abusa da liberdade
Licensioso silêncio
O meu fungar rapé
Que a NASA detecta
Não é diferente
De um foguete em ignição
Primeiro roedor em Rhos
Planeta plangente
Utópico tópico
Seria clichê
Se não fosse a aliteração
Ali na alínea aliforme
Sou alistridente
Circuntâncias em que alguém se acha.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia de Finados



Terminal

Sinto que meu fim está próximo
Logo o epílogo
Epiódia que arrogo
Insto com rogos que comprimo
O epíploon afunda
Se junta a epiderme do corpo
Antigo epidêmico anticorpo
Não se confunda
Epícrise do achaque sem cura
A epífora dilata o dilúvio do artista
O epipigma não epista
A luxação depois da epilepsia insegura
Fratura a fragura epitética
Epistaxe tinge o alvo
O fardo erra o epicrânio
Sai espontâneo
Pela culatra que apalpo
O nó débil da corda
Não estrangulou o pescoço
Ainda ouço o oco
O epizêuxis do calhorda.